Com quase 6 mil profissionais com vínculos ativos em Sergipe, o setor destaca a importância da nova legislação federal para trazer segurança jurídica, combater a informalidade e valorizar as empresas regulares.
A segurança privada brasileira vive um momento de transformação estrutural refletido diretamente nos indicadores econômicos e sociais. O Anuário da Segurança Privada 2026, divulgado pela Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), apresenta um panorama robusto que comprova a retomada do crescimento do setor, fortemente estimulado pela regulamentação da Lei nº 14.967/2024, o Estatuto da Segurança Privada.
Em âmbito nacional, o setor movimentou R$ 50,5 bilhões em 2025, registrando um crescimento de 3,98% em relação ao ano anterior. Desse total, R$ 44 bilhões vieram dos serviços de vigilância patrimonial e segurança privada, enquanto R$ 6,5 bilhões correspondem ao transporte de valores. No tocante à geração de empregos formais, o Brasil fechou março de 2026 com 588.420 vigilantes em atividade regular, um crescimento de 3% frente ao mesmo período do ano passado, além de contar com mais de 808 mil profissionais com cursos de formação e reciclagem em dia.
Cenário em Sergipe e a visão do Sindesp-SE
No estado de Sergipe, o setor consolida sua relevância econômica e social com 5.946 vigilantes com vínculos formais ativos (dados de março de 2026), atuando na proteção de comércios, indústrias, instituições financeiras, escolas, hospitais e condomínios.A diretoria do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de Sergipe (Sindesp-SE) avalia que o novo marco regulatório representa uma conquista histórica para o fortalecimento da atividade sergipana.
Para o presidente do Sindesp-SE, Fernando Carvalho, a nova legislação entrega a estabilidade necessária para o ambiente de negócios:
"A regulamentação do Estatuto da Segurança Privada traz a segurança jurídica que o nosso setor aguardava há anos. É um marco histórico que moderniza as regras, dá sustentabilidade aos negócios e posiciona a atividade em um patamar muito mais profissional, beneficiando diretamente a economia e a sociedade em Sergipe."
Já o vice-presidente da entidade, Sandro Moura, enfatiza a importância das novas ferramentas legais no combate às irregularidades:
"Em Sergipe, trabalhamos ativamente ao lado dos órgãos de fiscalização para valorizar as empresas regulares e proteger os profissionais que cumprem a lei. A clandestinidade prejudica a economia, sonega tributos e coloca vidas em risco, e o novo cenário legal nos dá instrumentos firmes para combatê-la com rigor.
Desafios operacionais e segurança jurídica
Apesar da expansão econômica e do aumento no número de trabalhadores formais, as entidades do setor ressaltam que o faturamento não se confunde com lucro. Por ser uma atividade intensiva em mão de obra, a maior parte da receita das empresas é direcionada ao pagamento de salários, encargos e benefícios trabalhistas. Acordos coletivos firmados até abril de 2026 geraram um reajuste médio de 6% nos custos operacionais das companhias, somando-se a uma das maiores cargas tributárias do país e à ausência de desoneração da folha de pagamento.
Para o presidente da Fenavist, Flávio Sandrini, o momento é de virada de chave para a atividade:
"Passamos a contar com um ambiente regulatório moderno, que amplia a segurança jurídica, fortalece a fiscalização e cria condições para que as empresas possam crescer com responsabilidade, inovação e competitividade. Combater a clandestinidade significa proteger as empresas regulares, os trabalhadores e toda a sociedade."
Com a consolidação de novas frentes de atuação reguladas, como segurança eletrônica, monitoramento, gerenciamento de riscos e segurança em eventos, a segurança privada reafirma seu papel estratégico como atividade complementar à segurança pública e vetor essencial para o desenvolvimento socioeconômico do país e de Sergipe.
O Anuário da Segurança Privada 2026 reúne indicadores econômicos, estatísticos e institucionais que retratam a evolução do setor no Brasil e os impactos do novo marco regulatório. Para ler o material completo e conferir todas as tabelas e análises da publicação, acesse a matéria original no portal da Fenavist.
